Preterido
Então. O Moog fantástico que seria emprestado, não foi.
Tudo bem.
Hoje matei as guitarras de Bipolar. Frusciante Stylee segundo o Eric. Incubus stylee segundo eu mesmo.
Strato Paisley no Ac-30. Royer 121 + B6.
Tentei fazer o teclado final de Dama. Sem sorte.
MAS… … fiz tudo de teclado e efeito de Grande Crime, e da Curva.
Coisas estranhas e divertidas. Os meninos certamente vão estranhar. Ótimo. Assim como os puristas entusiastas do EP.
Balanço parcial.
A Curva – Falta segunda voz.
Grande Crime – faltam umas guitarras.
Dama – falta teclado no final.
Cavalo de Fogo – Faltam alguns teclados.
Bipolar – Falta bandolim e um elemento surpresa.
A gravação de cordas foi adiada novamente. Passou pra terça que vem. Será? Úi.
PL
We are the robots
Botamos vocoder em Grande Crime. Eu e Champito.
Meio Beck. Meio Kraftwerk.
Não esses vocoders paraíbas de banda neon do inferno. Muito menos dos hiphops vendidos.
Nerd stylee.
Veríssimo
Pena a máquina ter ficado sem bateria. Imperdoável.
Pedro Veríssimo foi sequestrado hoje pra fazer backings em 2 músicas.
O Grande Crime e Cavalo de Fogo.
Acho que ficou excelente. As vozes timbraram bem, e ele botando elegantes pitadas de sua assinatura.
Fui gravar o pouco de guitarra que falta em Bipolar e o ampli não ligou.
+ guits
Terminei no Griva as guitarras de Dama e Cavalo.
Tudo com a SG 71. Com um cabeçote maluco Egnater gentilmente cedido pelo shock bro Leo, da excelente banda Planar.
Festa no estudio. Um monte de gente. Falando ao mesmo tempo. Parecia um puteiro. Clima ótimo pra se concentrar e fazer um bom take.
Pré API no lunchbox do Griva. Caixa vox.
Fiz também o pouquinho que faltava do baixo da Cavalo. Epifani 6×10 UL2 com o cabeçote da Eden. Gravei com o Super J preto da Dingwall.
Tem uns banços usando Epifani no Brasil agora. Acho que vou vender a minha.
+ vozes
Tantas coisas pequenas acontecem que fica difícil relembrar o que foi feito.
Refiz o piano de Canção para os amigos. Todos reclamaram que estava um pouco desafinado, e que não tinham certeza se a desafinação estava estilosa. Enfim. Reafinei apenas as notas que ia usar e toquei metade das notas que tinha tocado. Ficou melhor. Em geral, quanto menos nota, melhor. Coisa que só se descobre com a idade (talvez por isso eu ainda não tenha aprendido muito bem).
Estamos sendo realmente rigorosos com as vozes principais. Já refizemos algumas delas, mais de uma vez.
Gravamos. Damos umas semanas ouvindo, e voltamos a fazer o que não ficou ao gosto. É cansativo. Um processo minucioso.
Refizemos parte da Curva e de Grande Crime. E, pela primeira vez, fiquei satisfeito com a Curva. Melodia e letra chatas de cantar… coisa técnica. Sempre foi um dos poucos pontos fracos do Cauê. Mas, nesse último dia ele acabou encontrando um caminho de colocar as sílabas, que funcionou muito bem. Foi muito bacana presenciar esse processo de superação. É bom ver o quanto ele cobra do seu desempenho. Muito mais do que eu.
Enfim… pelas minhas contas só faltam 4 vozes: 2 pra refazer e 2 pra fazer.
Canção para os Amigos.
Grande Crime
Harbolita.
Forte Apache.
Temos 3 músicas super pra trás no processo. Harbolita, Forte Apache e a segunda versão de Botões. E é engraçado botar voz antes de tudo. Mesmo atrapalhando um pouco nosso crooner.
Mas, faz valer minha teoria. A voz de alguém não é uma coisa muito mutável. Ela tem um timbre X e ponto. E você tendo essa referência pronta antes de gravar outros instrumentos facilita na hora de timbrar uma guitarra (por exemplo). Você acerta o som da guitarra de maneira em que ambos co-existam harmonicamente (acho que não se usa mais hífen).
Essa semana promete ser agitada. Gravação de backings com Pedro Veríssimo. Gravação de Moog com Moog de verdade. Muito possivelmente gravação de cordas com cordas de verdade.
Muita coisa pra fazer fora o disco. Cansativo.
Pro alto e avante
desordem
Totalmente fora de ordem cronológica, e muita idéia solta.
#1
É muito bom ter uma pessoa tão em sintonia com vc. Eu não canto bem, mas estudei um pouco e posso reparar em muito detalhe e apontar caminhos. Cauê além de muito talento, estudou e trabalhou bastante. Além de ter uma natureza muito “esponjosa”. Aprende muito rápido.
E a comunicação que tenho com ele é muito fácil e transparente. Ele realmente entende muito o que eu explico e procuro, e consegue dar o toque dele. Transformar e melhorar.
#2
Eric Kendi. Tenho muito pra falar dele, mas vou tentar ser breve.
É uma nova amizade, mas que veio muito forte. Um sujeito realmente parceiro. Além de um baixista excelente. Muito orgulho de ver cada passo da evolução dele como músico.
É um privilégio REALMENTE INDESCRITÍVEL trabalhar com ele. Além da enorme paciência, alto astral e cia que ele traz, uma coisa realmente foi uma surpresa.
Ele tocando baixo (e tendo um ouvido de baixista) pode tocar as linhas que vou gravar enquanto ajeito o som do baixo, efeitos e amplificador (ou prés).
Isso te traz a possibilidade de se preocupar com apenas 1 coisa (pelo menos 1 de cada vez). Já que ninguém pode dar mais que 100% numa coisa. Assim posso focar em tirar 100% do timbre.
É uma coisa que eu ouvi que foi feita no Amputechture do Mars Volta. O Omar dirigia tudo e o John Frusciante executava muita coisa.
Hoje eu gravei as partes que faltavam do baixo de Cavalo de Fogo com meu Super-J. Deu pra testar tudo o que era opção de pedal, chegando ao absurdo de as vezes usar 4 ao mesmo tempo pra chegar no som que eu procurava.
Também fizemos um baixo com efeito pra À Deriva. Outro dia tentamos em vão, mas hoje chegamos bem perto. Ficou esse mesmo. Dessa vez com o Benigno, que está pedindo pelo amor de Deus por cordas novas. Parece um arame farpado.
Também fizemos a dobra da guitarra de ebow com os teclados, em Bipolar. Ficou bem perto do esperado.
#3
Botei algumas coisas de piano acústico em Canção para os Amigos. Afinei a porra do piano um dia, e no outro já estava um pouco desafinado. Que merda. Ficou assim mesmo.
Ouvindo Dixie Chicks, achei que seria uma boa idéia. Sempre bate o medo de estar jogando elementos demais, mas qualquer coisa a gente lima na mixagem.
#4
Umas meio Cowboy James Bond pra Bipolar.
Gravei tudo pra Botões com o Vox do Griva. Na falta de um Uni Vibe, fiz com o wah wah e ficou ótimo. Som de coisa velha. E ficou ótimo, pq de alguma maneira isso fez com que o som realimentasse a pickup da Harmony Bobkat e quanto mais tempo eu deixava soar a nota, mas uma leve microfonia crescia. Muito bom.
O resto fiz com a Strato e meu querido pedal de reverb, que consegui queimar uns dias depois. Desatento liguei numa fonte errada. (Ái que burro! Dá zero pra ele!)
#5
Champito veio aqui e gravou o orgão de Dama de Honra. Era um pedaço tão pequeno que ele deve ter achado um desperdício trazer o Tokai gigante dele até aqui pra fazer aquele pequeno trecho. Tadinho. Mas ficou muito bonitinho. Tosquinho e fofinho.
#6
Acho que não vamos conseguir a meta de ter tudo gravado até o final de fevereiro. Tudo bem. Está ficando bonito. Com calma, refazendo o que não nos deixa satisfeitos.
#7
Vários shows em Março. Temporada em Botafogo. Cada dia um show diferente, tocando algumas coisas diferentes, e experimentando outras. Em Abril e Maio deve rolar shows em BH e SP. Veremos.
Sem mais
E A BATALHA CONTINUA!!!
Indo pro Patrício gravar, editar, etc!!
Ao chegar, uma “surpresinha”!!! VAMOS PRO BLOCO, no Centro do RJ??? (indagava Tricko)
Não tive como recusar!!..hehehe ..Mas, enfim… É melhor pular essa parte!! FOI BOM PRA CARALH!*&(*#!! Patrick tirou onda na bateria do Bloco, primeiro tocando “caixa” e depois “chocajo”…rs Me diverti à vera também!! Um dia que era pra ser de muito trabalho, tiramos uma “folga” pra pular Carnaval! Mais que merecido!!
Mas, acabou a moleza e no dia seguinte foi só trabalho!!
Dia 16/02 – terça-feira
Acordamos nem tão cedo.! Mas, prontos pra adiantar as coisas.! Gravei voz de Botões …. que por sinal, ficou bem legal!! Editamos algumas coisas guitarras e baixos, mas o PC não tava ajudando muito dessa vez.!
A fome ia apertando e então decidimos ir comer algo!! JAPONÊSSS!!!…Bom demais!! À noite caía enquanto voltávamos pra casa !! ….A noite é uma criança!!… Grande e feliz.!!.. J ;P
Dia 17/02 – quarta-feira
UM DIA MUUUUITO PRODUTIVO!! Nessa quarta-feira de cinzas uma música crescia, como uma criança em desenvolvimento!! Criava forma!!
Era uma coisinha pequena e foi tomando proporções absurdas, podendo até ser considerada uma das mais Top’s do Disco.!! Minha opinião, é claro!!! ….Antes de gravar a voz, editamos algumas Guitarras, Baixos, EBOW e etc!! …Primeira vez que cantava a letra “original” dessa música!! Foi massa… tudo mto bom!! Já se passavam das 22h !! Minha família já sentia minha falta.!hehehe… É chegada a hora de partir! ….Volto pra casa muuuito feliz por mais uns dias de trabalhado !!! ….E é claro, um de curtição!heheh
Bjs
Tira me a las arañas
Fernando Aranha.
Conheço o Aranha faz anos. Desde que meu amigo Bernardo Fonseca começou a gravar um disco solo que nunca saiu.
Era o sujeito mais calmo e meigo da Terra, e nada poderia ter me deixado mais feliz que ver seu ingresso no Engenheiros. Aranha tocou comigo no Tom Bloch e pude conferir de perto que ele é do tipo de guitarrista que eu aprecio. Os guitarristas “não guitarristas”. Minimalista, com gosto para texturas, não esporrento, elegante e fã de Frusciante.
Ele teve o desprazer de ser incubido da música mais difícil do disco. Não por ser virtuosa nem nada, mas é uma música de 8 minutos completamente maluca, cheia de partes, e com uma harmonia um pouco tensa e complicada. Se chama À Deriva. É uma música bem antiga, que chegamos a gravar pro EP com uma outra cara, mas que acabou não entrando, e morfou pro que estará no disco. É um acesso de raiva que tive de um dos meus melhores amigos, que certamente não vai saber que a letra é pra ele.
Na primeira reunião com o Aranha, levei a faixa e umas referências. A princípio ele não entendeu nada (nada mais razoável) e gostou das referências. Ele também trabalha com trilhas e é um entusiasta de cinema, então era quase óbvio que ele abraçaria a idéia de Tom Waits e afins. Expliquei mais ou menos o que queria em cada parte, e deixei pra ele fazer sozinho, no seu tempo, e depois me mandar o rascunho por email.
Uns meses depois
recebo o primeiro take. MUITO ESTRANHO. Hoje sei que isso é muito bom, mas estranhei muito. Não era o que eu esperava, e levava a música pra outro lado. Relutei um pouco com isso, mas as idéias eram realmente bonitas. Luta de ego. : (
Acabou que até mudei uma parte da melodia de voz pra que a guitarra pudesse permanecer intácta.
Fiz as correções de harmonia e pedi pra ele fazer os ajustes.
M
eses e mais meses depois chegou o dia de gravar.
Chegou todo simpático e disposto como sempre. Trouxe sua Telecaster, um Fender HotRod e sua pedaleira com 500 delays.
Tirou um som limpo muito bonito mesmo, e matou rapidamente quase toda a música, fazendo uns ajustes de ultima hora a uma harmonia que havia sido modificada a pouco tempo. O som cristalino, cheio de delays, harmonicos e echos tomava a sala. Captamos de perto e do mezanino, que conseguiu pegar a amplitude daquele som. Royer 121 pra perto, C12 pro ambiente.
Gravou alguma coisas com minha Strato Paisley, e uns gritos de guitarra super abafados com BigMuff. Meio Queens, ou sei lá.
Acho que foi isso. Falta pouco de guitarra pra matar essa música…













